Poesia é Cidadania
Poesia é Cidadania

 

Roteiro da Terra Brasilis – Um retrato do Brasil através dos tempos e a cidadania

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“Todos cantam sua terra,

Também vou cantar a minha.

Nas débeis cordas da lira

Hei de fazê-la rainha.”

 

Século XIX: ressoavam no ar os primeiros acordes de uma civilização brasileira propriamente dita. Imperavam as idéias nacionalistas, a idealização romântica. Por detrás dos ideais nacionalistas dos nossos escritores, a inegável influência dos românticos estrangeiros, dentre eles Rousseau, com sua filosofia do “bon sauvage”, Henry D. Thoreau, com sua obra Walden, a apregoar que a natureza comunga com o homem em seus sentimentos e que na natureza estão a paz e a felicidade. E nossos autores, vivendo e estudando na Europa, não poderiam furtar-se a essas influências, agravadas pelas saudades da pátria, dado real que vem somar-se aos princípios acadêmicos da Escola Romântica: mostram as belezas de nossa pátria, idealizam o silvícola em particular, como símbolo do nosso país  - já que nativo - idealizando, por conseguinte, o povo em geral. Heróis sem defeitos preenchem as páginas de nossas Letras e à medida que avançam os ideais de liberdade, avançam também a formação e a afirmação da Pátria, agora livre dos “grilhões que nos forjavam” A imagem do povo colonizador precisa ser substituída por outra, mais real e permeada de cores locais. É preciso que surja o herói nacional.

Os ideais da escola romântica enquadram-se nesse perfil e fornecem a necessária lenha para a fogueira, com suas características de Nacionalismo: a exaltação e a valorização da Natureza e do herói nacional, o subjetivismo, a valorização dos sentimentos e sua sobreposição sobre a razão; conjugando-se de forma perfeita os ideais do Romantismo com o momento histórico, temos as condições ideais para o retrato poético e idealizado de nosso país e de seu povo.

Vejamos a extrema semelhança no retrato da natureza traçado por Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu.

 

Canção do Exílio - Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar — sozinho, à noite —

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá."

 

Canção do Exílio - Casimiro de Abreu

Eu nasci além dos mares:

Os meus lares,

Meus amores ficam lá!

- Onde canta nos retiros

Seus suspiros,

Seus suspiros, o sabiá!

 

Oh! que céu, que terra aquela,

Rica e bela

Como o céu de claro anil!

Que seiva, que luz, que galas,

Não exalas,

Não exalas, meu Brasil!

Oh! que saudades tamanhas

Das montanhas,

Daqueles campos natais!

Daquele céu de safira

Que se mira,

Que se mira nos cristais!

Não amo a terra do exílio,

Sou bom filho,

Quero a pátria, o meu país,

Quero a terra das mangueiras

E as palmeiras

E as palmeiras tão gentis!

Como a ave dos palmares

Pelos ares

Fugindo do caçador;

Eu vivo longe do ninho;

Sem carinho,

Sem carinho e sem amor!

Debalde eu olho e procuro...

Tudo escuro Só vejo em roda de mim!

Falta a luz do lar paterno

Doce e terno,

Doce e terno para mim.

Distante do solo amado

- Desterrado –

A vida não é feliz.

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Nessa eterna primavera

Quem me dera,

Quem me dera o meu país!

 

Café – Cândido Portinari  

Mestiço – Cândido Portinari

 

                                

 

Posteriormente, com o advento do Modernismo, os artistas têm maior liberdade de expressão, novos valores fazem-se presentes, prementes: a necessidade de real valorização do que é nosso, deixando de lado a idealização. Os autores passam a mostrar detalhes prosaicos do Brasil e do cidadão comum brasileiro, fazendo um retrato mais de acordo com o nosso povo.

 

Vejamos o poema Descobrimento, de Mário de Andrade:

 

Abancado à escrivaninha em São Paulo

Na minha casa da rua Lopes Chaves

De supetão senti um friúme por dentro.

Fiquei trêmulo, muito comovido

Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!

muito longe de mim

Na escuridão ativa da noite que caiu

Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,

Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,

Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.

 

Vejamos como Cassiano Ricardo, atuante autor modernista, consegue traçar um retrato recheado das belezas de nossa terra, em um poema de forma livre (versos irregulares) mas farto de graça e ritmo.

 

Tropical – Anita Malfatti

 

Ladainha

 

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome

de ilha de Vera-Cruz.

Ilha cheia de graça

Ilha cheia de pássaros

Ilha cheia de luz.

Ilha verde onde havia

mulheres morenas e nuas

anhangás a sonhar com histórias de luas

e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.

Depois mudaram-lhe o nome

pra terra de Santa Cruz.

Terra cheia de graça

Terra cheia de pássaros

Terra cheia de luz.

A grande terra girassol onde havia guerreiros de tanga e
onças ruivas deitadas à sombra das árvores 

mosqueadas de sol

Mas como houvesse em abundância,

certa madeira cor de sangue, cor de brasa

e como o fogo da manhã selvagem

fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,

e como a Terra fosse de árvores vermelhas

e se houvesse mostrado assaz gentil,

deram-lhe o nome de Brasil.

Brasil cheio de graça

Brasil cheio de pássaros

Brasil cheio de luz.

 

Cassiano Ricardo, juntamente com Plínio Salgado, Menotti Del Picchia e Guilherme de Almeida, fez parte do movimento denominado Verde-Amarelismo, apregoado através do Manifesto Verde-Amarelo: o primitivismo, a idolatria do tupi e a eleição da Anta como símbolo nacional, o que levou o movimento a ser também conhecido como Movimento da Anta. Outros movimentos surgiram que, enveredando embora por outros caminhos, apregoavam da mesma forma o nacionalismo: o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, escrito por Oswald de Andrade, cuja proposta era uma literatura vinculada à realidade brasileira, tendo como ponto de partida uma redescoberta do Brasil e ainda, o Movimento Antropofágico.

O nacionalismo manifesta-se em múltiplas facetas: volta às origens; pesquisa de fontes quinhentistas; a procura de uma "língua brasileira" (a do povo nas ruas); as paródias (visando repensar a História e a Literatura brasileira); e a valorização do índio brasileiro.

No final da década de 20 o nacionalismo apresenta duas vertentes: o nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade brasileira, que identificava-se com a esquerda; o nacionalismo ufanista, exagerado, utópico, identificado com a extrema direita.

Nesta fase destacam-se autores cuja produção literária continuaria nas décadas seguintes, como: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.

 

A segunda Fase do Modernismo, entre 1930 a 1945, reflete o conturbado momento histórico: depressão econômica, avanço do nazi-fascismo, a II Guerra Mundial (no plano internacional); ascensão de Getúlio Vargas e consolidação de seu poder com a ditadura do Estado Novo (no plano interno). A poesia desta fase representa um amadurecimento e um aprofundamento das conquistas da geração de 1922, notando-se a influência de Mário e Oswald de Andrade sobre os jovens que iniciariam sua produção poética após a Semana de Arte Moderna. Cultivando o verso livre e a poesia sintética, os novos autores passam a questionar com maior força a realidade.

Dando prosseguimento a esse retrato do país e de seu povo que pretendem fiel, os autores não se furtam a mostrar-lhe as mazelas, muitas vezes contrapondo-as com as grandezas e as possibilidades, parecendo apontar para o fato de que, não fossem os erros tantos, o país poderia ser melhor.

 

Canção do exílio - Murilo Mendes

 

Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam  gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!

De Poemas (1925-1931)

 

Esse retrato realista culminaria com a obra Macunaíma, na qual, mais do que retratar o Brasil e seu povo, com seus defeitos – físicos e psicológicos, mais do que caracterizar a ambos, Mário de Andrade conferiu um perfil psicológico a esse povo, mostrou-lhe a verdadeira identidade, até hoje tão desvalorizada e desprezada em prol do que é de fora. E para isso, mostrou as característic

as menos nobres desse mesmo povo, a ponto de caracterizar Macunaíma como um herói sem caráter, o anti-herói, no entanto tão brasileiro, que ficou como ícone de nosso povo, de nossa raça, segundo Ivan Junqueira, um “movimento de libertação da alma brasileira” e segundo Manuel Bandeira iria “influir para a unificação psicológica do Brasil” (in Apresentação da Poesia Brasileira).

Em Macunaíma, a par da cor negra e dos desvios de personalidade, temos o anti-heroísmo, as ações prosaicas, apesar de o final mítico apontar para uma possível solução positiva para o país e seu povo.

Extrato da obra Macunaíma, de Mário de Andrade:

“Enfim roxo de pancada sangrando pelo nariz pela boca pelos ouvidos caiu desmaiado no chão. E era horroroso... Macunaíma ordenou que o eu do gigante fosse tomar um banho salgado e fervendo e o corpo de Exu fumegou molhando o terreno. E Macunaíma ordenou que o eu do gigante fosse pisando vidro através dum anto de urtiga e agarra-compadre até as grunhas da serra dos Andes pleno inverno e o corpo de Exu sangrou com lapos de vidro, unhadas de espinhos e queimaduras de urtiga, ofegando de fadiga e tremendo de tanto frio. Era horroroso. E Macunaíma ordenou que o eu de Venceslau Pietro Pietra recebesse o guampaço dum marrá, o coice dum bagual, a dentada dum jacaré e os ferrões de quarenta vezes quarenta mil ferroadas de formiga na pele já invisível, com a testa quebrada pelo casco dum bagual e um furo de aspa aguda na barriga. A saleta se encheu dum cheiro intolerável”.

Também nas Artes Plásticas o Brasil foi retratado pelos Modernistas de forma a mostrar sua crua realidade:

 

Bananal – Lasar Segal  

  Café – Cândido Portinari

 

         

Casamento na Roça – di Cavalcanti

 

                                     

Hoje, com a liberdade de expressão conquistada pelo Modernismo, cada autor apresenta o país da forma que melhor lhe apraz. Louvá-lo em suas belezas naturais e criticar os aspectos negativos advindos de nossa política econômica, de nossos tantos erros, de nossos tantos (des)governos, tem sido a tônica.

Vejamos a letra da música Aquarela do Brasil:

Brasil, meu Brasileiro

Meu mulato inzoneiro

Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil samba que dá

Bamboleio que faz gingar

O Brasil do meu amor

Terra do Nosso Senhor

 

Abre a cortina do passado

Tira a Mãe Preta do Cerrado

Bota o rei Congo no congado

Canta de novo o trovador

à merencória luz da lua

Toda canção do meu amor

Quero ver essa dona caminhando

Pelo salões arrastando

O seu vestido rendado

Esse coqueiro que dá coco

É onde amarro a minha rede

Nas noites claras de luar

E essas fontes murmurantes

Onde eu mato a minha sede

Onde a lua vem brincar

Ô esse Brasil lindo e trigueiro

Ê o meu Brasil Brasileiro

Terra de samba e pandeiro

 

Brasil

Terra boa e gostosa da morena sestrosa

E de olhar indiferente

O Brasil samba que dá

Para o mundo se admirar

O Brasil do meu amor

Terra do Nosso Senhor

 

Desde a famosa canção Aquarela do Brasil, de Ari Barroso até o famoso samba Aquarela Brasileira, de Silas de Oliveira e Martinho da Vila, a decantação de nossas belezas naturais tem convivido lado a lado com os aspectos menos favoráveis e com a crítica social.

 

Aquarela Brasileira – (Silas de Oliveira e Martinho da Vila)

 

Vejam, essa maravilha de cenário,

É um episódio relicário

Que o artista, num sonho genial,

Escolheu para este carnaval.

 

E o asfalto, como passarela,

Será a tela

Do Brasil em forma de aquarela.

Passeando pelas cercanias do Amazonas

Conheci vastos seringais

No Pará a Ilha de Marajó e a velha cabana do Timbó.

Caminhando ainda um pouco mais,

Deparei com lindos coqueirais.

Estava no Ceará,

Terra de Irapuã, de Iracema e Tupã.

 

Fiquei radiante de alegria

Quando cheguei na Bahia

Bahia de Castro Alves, do acarajé,

Das noites de magia, do Candomblé.

Depois de atravessar as matas do Ipu

Assisti em Pernambuco a festa do frevo e do maracatu.

 

Brasília tem o seu destaque

Na arte, na beleza e Arquitetura

Feitiço de garoa pela serra,

São Paulo engrandece a nossa terra.

No Leste, em todo o Centro-Oeste,

Tudo é belo e tem lindo matiz

E o Rio, de sambas e batucadas,

De malandros e mulatas de requebros febris.

 

Brasil, estas suas verdes matas, cachoeiras e cascatas

De colorido sutil

E esse lindo céu azul de anil

Emoldura em aquarela o meu Brasil

Como exemplo da crítica social, na Literatura temos as obras Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; na música popular, Funeral de um Lavrador, de Chico Buarque, todas mostrando as tristes conseqüências das desigualdades sociais, da má divisão das terras e de riquezas, além de Brasil, em que Cazuza faz um retrato das nossas mazelas e do colonialismo brasileiro, mostra o Brasil pivete, sem formação, vítima da sociedade desumana e injusta e exige que o país “mostre a sua cara”

Brasil

(Cazuza, George Israel e Nilo Romero)

Não me convidaram

Pra essa festa pobre

Que os homens armaram

Pra me convencer

A pagar sem ver

Toda essa droga

Que já vem malhada

Antes de eu nascer

Não me ofereceram

Nem um cigarro

Fiquei na porta

Estacionando os carros

Não me elegeram

Chefe de nada

O meu cartão de crédito

É uma navalha

Brasil

Mostra tua cara

Quero ver quem paga

Pra gente ficar assim

Brasil

Qual é o teu negócio

O nome do teu sócio

Confia em mim.

Não me convidaram

Pra essa festa pobre

Que os homens armaram

Pra me convencer

A pagar sem ver

Toda essa droga

Que já vem molhada

Antes de eu nascer.

 

Enfim, é preciso que se reflita sobre as condições em que vive a maioria do povo, com a fome, o desemprego, a miséria grassando de ponta a ponta. Que reflita e erga a voz e os braços em defesa de melhores condições de vida para todos, de um futuro melhor para as novas gerações. Em prol do emprego, do teto, do pão à mesa, da justiça, da igualdade de condições. Em prol de uma melhor distribuição da riqueza. Em prol de uma Saúde Pública de qualidade, do acesso à Cultura e á Educação como direitos inalienáveis do cidadão. Que os nossos doentes, crianças e idosos encontrem nos hospitais públicos o atendimento adequado, que não haja mais analfabetos e que as pessoas sejam mais do que meramente alfabetizados, que os nossos

jovens encontrem na Educação Pública ou privada a garantia de acesso á Universidade, a garantia de trabalho ao concluírem seus estudos.

E que o povo tome consciência do verdadeiro valor do seu voto, pesquisando a vida anterior dos seus candidatos, o seu real compromisso com a causa pública, o seu passado político. E que após o voto, acompanhe os atos dos políticos nas várias esferas do governo e erga sua voz para protestar quando os caminhos que os nossos governantes escolherem não for aquele que queremos.

Com consciência do quanto a Política influi em cada minuto de nossas vidas e sem vergonha ou medo de ser feliz. Que nunca mais haja o voto de cabresto, o voto de conveniência ou de favor, mas sim o voto consciente de seu real valor.

Como mensagem de conscientização e de esperança, deixo o poema abaixo:

 

       

 

À margem da vida (Esther Torinho)

 

Brasil,

que oprimido chegaste

ao ano 2OOO!

Eternamente deitado

em teu esplêndido berço

és o exemplo do velho ditado:

“Não sabes da missa um terço.”

Entre a sonhada paz do teu futuro

e as festejadas glórias do passado

vives bastante inconsciente

de um presente

perverso, malvado.

 

Às tuas plácidas margens

vivem crianças, jovens, adultos

colhendo os terríveis frutos

de constantes traquinagens.

 

Se o brado heróico e profundo

deste meu povo sofrido e calado

pudesse ser escutado

nos quatro cantos do mundo!

 

Ah! Pudesse o sol da liberdade

brilhar vivo, forte, intenso!

Se o penhor da igualdade

pudesse ser como o penso!

 

Ah, meu Brasil de quinhentos anos!

o negrume do riacho da Independência

reflete as conseqüências

de atos insanos.

 

Se olhasses o teu reflexo

no espelho do Ipiranga

não reconhecerias jamais

tua própria imagem;

verias apenas a negra miragem

dos teus ideais.


Fontes de consulta:

Faraco, C. E. e Moura, F. M. – Língua e Literatura – Editora Ática – São Paulo, 1990

Academia Brasileira de Letras – www.academia.org.br

Fundação Biblioteca Nacional - www.bn.br

http://www.geocities.com/ink_br/romantismo.htm

http://www.portinari.org.br

OCAIW  - http://www.ocaiw.com/portinar.htm

http://www.dicavalcanti.com.br/

http://www.uol.com.br/pinasp/acervo/art/art5.htm

http://vereda.saber.ula.ve/historia_arte/

http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/

http://www.terra.com.br/istoe/

http://ultimosegundo.ig.com.br/




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