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seus olhos suplicam aragens aos véus de cortinas,esquecidas de ventar.
insone, vaga por entre os vãos da casa, contrita.
conversa com avencas amuadas em respingares de verdes desisitIdos.
junta -se ao coro dos corredores lamentosos , veste frios.
implora dádivas a brisa marinha, recusante de suas janelas, que indiferente segue...maramando vizinhos.
faz rezas, acende velas, espia o crucifixo nas rogações.
devoção inútil.
de repente...vesga vontades , queda-se em aguaduras, esquece páginas onde escreveu sonhos, revira-se bicho acuado, fêmea encolhida.
como em ritual, estende o linho na mesa eucarística .
ofertório de:
- resenhas de horas
- roteiros de histórias
- nesgas de caminhos
- ensaios de carinhos
sagra o cálice, bebe do vinho.
recita-se ...
entre cartas, lençóis , fronhas, panos de mesa,guardados em suas gavetasacrários.
um mamoeiro, teima em declinar ladainhas socorristas.
rouxinóis catequistas ,entoam de Salomão , os cânticos.
uma leve chama se acende, fagulha , em suas esperas.
talvez adventos.
cisma...enquanto suspira cinzas.
nas mãos um poema inútil , sem versos, sem letras.
uma canção , cansada ,adormece sobre o piano.
de sozinhez as jaculatórias de seu pranto.
na jarra , cravos de um amarelo tosco.
sua face mergulhada em águas imóveis.
passos cegos, sem querenças, sem norte.
percebo lutas , nos seus restos de tempo.
vida em dó.
chuva não há...mas do 804, gotas respingam sobre meu sono.
são lágrimas de maria.
maria-mulher, da silva - só!
anamerij
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