João e Maria
João & Maria

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Logo que aportei neste mundo,foram-me cobrados os fatos,dos quais eu não dispunha.

Amadureci em dívida com os meus pares,sem saber que o juro do ato era sórdido,e que a raça não era das melhores.

A maturidade veio acompanhada de sorrisos,emoldurados em belos rostos,que escondiam a (des) humanidade que lhes era inerente.

Lá permaneci, em meus platôs abstratos, a contemplar sonhos ,

e a imaginar horizontes que jamais se fundiriam; meus irmãos me cobraram ações, 

e tudo o que eu podia oferecer-lhes eram palavras,

para que eles sonhassem com aquilo que eu jamais iria fazer.

Nesta terra, qual bem se vê, vim mercar prazeres abstratos, 

e teorizar sobre uma alma 

que pretende liderar todas as outras.

Cá estou, penso, 

para difundir a esperança de uma via alternativa insculpida no relevo de cada alma; 

esperança esta que enseja fé na raça, 

em todos e em um...

...e mesmo que esta esperança seja vã,e eu esteja a mercar falácias, prefiro conclamar irmãos, em nome da perseverança ínsita, a transformarem os demais,

o cosmo a além dele, o que há de vir, partindo de si mesmos, 

devassando a alma e dizendo aos irmãos,

que o Temido é frágil, 

e que os alicerces que veneramos pertencem menos à razão do que à alma,

e que a sensatez, a boa vontade e a inteligência,tão profetizadas pelo hermeneuta, hão de retornar à sobeja,no triunvirato da existência.



Lindolpho Cademartori

Rio de Janeiro-Brasil


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