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Logo que aportei neste mundo,foram-me cobrados os fatos,dos quais eu não dispunha.
Amadureci em dívida com os meus pares,sem saber que o juro do ato era sórdido,e que a raça não era das melhores.
A maturidade veio acompanhada de sorrisos,emoldurados em belos rostos,que escondiam a (des) humanidade que lhes era inerente.
Lá permaneci, em meus platôs abstratos, a contemplar sonhos ,
e a imaginar horizontes que jamais se fundiriam; meus irmãos me cobraram ações,
e tudo o que eu podia oferecer-lhes eram palavras,
para que eles sonhassem com aquilo que eu jamais iria fazer.
Nesta terra, qual bem se vê, vim mercar prazeres abstratos,
e teorizar sobre uma alma
que pretende liderar todas as outras.
Cá estou, penso,
para difundir a esperança de uma via alternativa insculpida no relevo de cada alma;
esperança esta que enseja fé na raça,
em todos e em um...
...e mesmo que esta esperança seja vã,e eu esteja a mercar falácias, prefiro conclamar irmãos, em nome da perseverança ínsita, a transformarem os demais,
o cosmo a além dele, o que há de vir, partindo de si mesmos,
devassando a alma e dizendo aos irmãos,
que o Temido é frágil,
e que os alicerces que veneramos pertencem menos à razão do que à alma,
e que a sensatez, a boa vontade e a inteligência,tão profetizadas pelo hermeneuta, hão de retornar à sobeja,no triunvirato da existência.
Lindolpho Cademartori
Rio de Janeiro-Brasil
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